sábado, 17 de janeiro de 2009

UFANISMO

Há momentos na vida em que se deveria calar e deixar que o silêncio falasse ao coração, pois há sentimentos que a linguagem não expressa e há emoções que as palavras não sabem traduzir, assim como uma foto que levou décimos de segundos para ser gravada, poderá levar toda uma vida para ser compreendida.


Esta bandeira foi fotografada na Fortaleza de Santa Cruz em Niteroi, no Rio de janeiro.

"Trate as pessoas da forma como elas devem ser, e você as ajudará a se tornarem aquilo que elas são capazes de ser."
Johann Wolfgang von Goethe
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Niteroi, o outro lado da poça...

Olhando pela janela, da minha casa, vi que o céu estava azul com algumas nuvens espalhadas e me lembrei o dia em que fui a Niterói pois queria visualizar o Pão de Açúcar de um ângulo diferente. Atravessei a ponte Rio-Niterói com seus 11 quilômetros, a cidade é palco de algumas disputas bairristas entre cariocas e fluminenses a começar pelo título ai de cima. Ao mesmo tempo tranqüila, a cidade possui belas praias, uma abundante área verde e um ótimo cenário para fotografar.

Um pouco de historia sobre Niterói.

Na ausência de Villegaignon, governador francês, Mem de Sá resolveu invadir a Guanabara e tomar posse da região, no ano de 1560. Estácio de Sá, sobrinho de Mem de Sá, que continuara com o comando da guerra, recorreu à ajuda do cacique de uma tribo tupi, o Araribóia (que quer dizer cobra feroz). Araribóia havia sido expulso pelos franceses de sua terra natal, a ilha de Paranapuã, e se refugiou na capitania de Espírito Santo, de onde expulsou invasores holandeses. Araribóia aceitou o pedido do governador para ajudar os portugueses a expulsarem os franceses, na esperança de reconquistar a ilha-mãe, mas Estácio de Sá resolveu ocupar a ilha de Paranapuã, tornando-a a Ilha do Governador. Para manter a segurança na Baía de Guanabara, Estácio de Sá insistiu a Araribóia para não voltar para Espírito Santo, e o concedeu poder de escolha para habitar qualquer uma das regiões da Guanabara. Sem titubear, o cacique tupi apontou para o outro lado da Baía e disse que queria aquela região de águas escondidas, que em tupi-guarani é Niterói. O local eram conhecido como Band’Além e foi para lá que Araribóia levou sua tribo, para a vila de “São Lourenço dos Índios”, com o fim da guerra, em 1567, Araribóia recebeu o nome cristão de Martim Afonso. No início, as atividades navais eram responsáveis pelo progresso da aldeia, que se desenvolveu e adquiriu importância até tornar-se Vila Real da Praia Grande, em 1819, quando foi reconhecida pelo Reino de Portugal, agora com capital no Rio de Janeiro. Em 1834 o Ato Adicional à Constituição de 1824 fez da Vila Real da Praia Grande a capital da província do Rio de Janeiro e transformou a cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império, em Município Neutro. No ano seguinte, 1835, a cidade passou a se chamar Nictheroy, que quer dizer águas escondidas em tupi. Nove anos depois, o imperador Dom Pedro I concedeu à cidade de Niterói o título de Imperial Cidade. A nomeação era dada as cidades mais importantes, conferindo-lhes certa autonomia e poder regional. No final do século XIX, por volta de 1885, foram fundados alguns sistemas de bonde, o que possibilitou a expansão da cidade para o litoral, como Icaraí e os extremos, como Ponta d’Areia e Itaipu. A revolta da armada em 1893 prejudicou as atividades produtivas e forçou a transferência da sede da capital para Petrópolis, junto à fragmentação de pequena parte de seu território. Em 1903, Niterói voltou a ser a capital do estado fluminense.
As fotos aqui presentes, foram tiradas em sua maioria dentro da Fortaleza de Santa Cruz, que fica na entrada da Baía da Guanabara, do lado de Niteroi.



Atravessando a poça...


Esta foto foi feita sob a cúpula do Museu de Arte Contemporânea (MAC), construído pelo arquiteto Oscar Niemeyer


Uma pequena enseada a caminho da Fortaleza de Santa Cruz...


mais uma enseada, onde a luz do sol refletia na água como estrelas...


uma vista ao longe da fortaleza, tendo ao fundo a emoldurá-la, o Pão de Açúcar e o Corcovado...

Dentro da fortaleza, um dos vários ângulos do Pão de Açúcar...


aproveitando as retas e ângulos e mantendo o meu lado espiritual...


eu fotografei esta cena pela dificuldade em equilibrar a luminosidade...


entrada de um navio cargueiro na baía...


mais uma difícil...
um enquadramento diferente...

outra tomada...


o outro lado da baía...

No caminho de volta não resisti e tirei mais uma do MAC... Estas fotos não representam Niteroi, a intenção foi fotografar a fortaleza e alguns ângulos diferentes da entrada da baía. Um grande abraço ao pessoal desta terra que adoro.
"A pobreza de bens é facilmente curável. A pobreza da alma é irreparável."
Michel Eyquem de Montaigne
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